A Vida com Logan

25/03/2009

NOVO ENDEREÇO DO BLOG:

www.avidacomlogan.com.br


Escrito por Flavio F. Soarez às 17h24
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03/02/2009

news

Então...

O silêncio do blogueiro nos últimos meses é justificado pela imagem abaixo. Falta muito pouco pra chegarmos em março. :-))

 


Escrito por Flavio F. Soarez às 17h20
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13/10/2008

Cotidiano 32

 

Gosto não se discute


Nunca escondi de ninguém que possuo um gosto musical, no mínimo, bizarro. Consigo me divertir da mesma forma ouvindo um clássico de Beethoven ou um clássico da Disney (sem mencionar os sons irlandeses, pop brega, new age e demais esquisitices que encaixo entre ambos). Talvez por esta “qualidade” eu nunca tenha sido chamado pra cuidar do som de nenhuma festa.

Mas, quando eu achava que o mundo já tinha um número suficiente de fãs trilhas sonoras, descubro que a genética se mostra, mais uma vez, implacável.

Explico.

No final do dia de ontem, fui levar Logan de volta à casa da mãe. Um trajeto de mais ou menos 50 minutos (e quando se gasta apenas 50 minutos pra ir do ponto A ao ponto B em São Paulo, gritamos “aleluia” a plenos pulmões). Tempo suficiente para muita música no carro. O CD player estava carregado com uma coletânea de faixas da trilha composta por Yoko Kano para o excelente animê Cowboy Beebop.

Começa a faixa “Tank”, o tema de abertura da série. Uma música com uma batida forte e um maravilhoso uso dos metais. No banco de trás, acomodado na sua cadeirinha. Logan fazia “êêêêêêêêêê!”. Confesso que não entendi se era uma crítica ou adesão. Na dúvida, acendi a luz interna do carro e conferi no retrovisor: lá estava ele, balançando os bracinhos e a cabeça enquanto a música saía das caixas de som.

“Cabô?” foi o que ouvi quando a faixa chegou ao fim. Curiosidade é um bicho danado... Ainda querendo tirar a dúvida se ele gostou mesmo ou não do som, repeti a faixa. Mesma reação empolgada de antes.

Pra deixar a brincadeira mais interessante, comecei a avançar as faixas pra ver a reação do baixinho a cada música. Coincidência ou não, ele se divertia mais com aquelas que são, também, as minhas favoritas: Flying Teapot, The Egg and I, The Egg and You e The Power of Kung Food (só pra citar algumas).

É... definitivamente o mundo ainda não tinha número suficiente de fãs de Yoko Kano.

Pelo menos já sei o que comprar de CDs pra ele daqui alguns anos.

Pronto pra mais uma sessão de músicas ruins do pai. :-))


Escrito por Flavio F. Soarez às 14h26
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26/04/2008

Fotinha

Nunca escondi de ninguém que odeio ser fotografado. Deve ser algum lado índigena meu que faz o subconsciente acreditar que minha alma será capturada pela máquina fotográfica. Ou é só porque sempre me vejo péssimo em qualquer foto. Porém, há excessões. A imagem abaixo é uma delas. Merece o post, para ajudar a marcar um sábado bem legal onde não tive que me preocupar com febres e falta de apetite.


Escrito por Flavio F. Soarez às 23h48
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10/04/2008

Desenho

Uma pequena arte

O lado bom de se ter amigos mais talentosos que você é poder pedir-lhes que, de vez em quando, quebrem seu galho e salvem um desenho que, no lápis, não funciona tão bem assim. :-))

Hoje, durante o caminho para o trabalho, me veio a idéia de fazer esta arte para ilustrar o texto do roubo da mamadeira, mas a arte foi tão bem "salva" pela minha amiga Germana que achei melhor dar um certo destaque para o desenho. Mesmo porque, estou tentando encontrar uma maneira de aproveitar esta idéia dentro do projeto de tiras (sim, eu não esqueci das tiras).

Vejam o que acham do bebê-leão e sua presa.


Escrito por Flavio F. Soarez às 14h34
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04/04/2008

E agora para algo completamente diferente

Listinha

 

Hoje vamos fugir um pouco do foco do blog. Dudu, um grande amigo que mora em Salvador e que está ameaçando vir à São Paulo atormentar seus amigos (entre eles, eu), roubou a idéia do blog de uma amiga e desafiou os amigos donos de blogs a continuarem a brincadeira. Nada mais Nick Hornby: uma lista com as dez coisas que gostaria de fazer ainda neste ano.

Certo. Vamos lá, então. Reclamações podem ser encaminhadas ao Dudu (http://contrapeso.zip.net).

A ordem, assim como a vida, é aleatória.

 

1 ) Ver meu filho construir uma frase completa

2) Conseguir terminar a história na qual estou trabalhando

3) Emagrecer, mantendo uma rotina de exercícios

4) Me aperfeiçoar como cozinheiro

5) Fazer mais e reclamar menos

6) Não carregar o mundo nas costas

7) Ser menos exigente com os outros

8) Rir mais e rosnar menos

9) Fazer uma ceia de Ano Novo

10) Ser mais vulnerável

 

É isso. Boa ou má, esta é minha lista. Me perguntem em janeiro de 2009 quantos itens dela foram cumpridos com êxito.


Escrito por Flavio F. Soarez às 22h13
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Cotidiano 31

Teimosos e teimosias

 

Hoje, durante a sessão de fisioterapia de Logan, aproveitei para ter uma conversa com a fonoaudióloga dele. Ela me falou que ele está com um ótimo progresso e que neste ano muitas surpresas ainda virão. É impressionante como tudo relacionado a ele se torna boa notícia.

Mas durante a conversa começamos a tratar da teimosia inerente dele.

Ela me contou sobre o que ele havia aprontado durante a sessão. Sentado à mesa, Logan achou ser uma boa idéia passar a língua no tampo. Foi repreendido, é claro. Então, não satisfeito com uma pequena bronca e sabendo que não era pra lamber o tampo da mesa, ele manteve os olhos fixos na médica e lentamente inclinou a cabeça e deu mais uma desafiadora lambida no saboroso tampo.

Eu sei muito bem o que acontece quando ele faz isso. Logan possui uma incrível capacidade de olhar nos seus olhos (e sustentar o olhar), enquanto te desafia para fazer algo que ele julga ser o mais certo ou apenas algo que ele quer muito fazer.

Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que ele é uma cópia reduzida e loira de mim mesmo.

Sempre ouvi histórias sobre a teimosia dos portadores de Síndrome de Down e, cá entre nós, sempre achei isso uma bobagem sem tamanho. São seres humanos, por favor! Pessoas não são produzidas em série. Um acidente genético os faz terem uma aparência semelhante em alguns aspectos e só. São indivíduos com personalidade e influenciados por fatores hereditários e pela criação. Não é a SD que os fará mais ou menos teimosos. Posso estar errado (não sou médico, sou apenas um diagramador ignorante), mas é assim que penso e é assim que vou morrer pensando.
No caso dele, essa teimosia só pode ter vindo de mim. É claro que a mãe dele também é uma pessoa teimosa, mas eu elevei a questão à categoria de arte. Sou capaz de fatiar uma cebola sem dar a devida atenção à proteção dos dedos da mão por pura distração, mas, se isso acontece, o próprio Deus pode vir à Terra e me falar: “Oi, filho. Eu sou Deus. Sei que você sabe, mas gosto de deixar bem claro. Dúvidas são sempre complicadas para se administrar. Mas, enfim, o que eu quero te dizer é que se você continuar cortando esta cebola deste jeito, vai acabar perdendo a ponta de um dedo. Dedos são importantes. Sabia que foi por causa dos polegares que seus ancestrais desceram das árvores na pré-história?”

Bom, eu olharia pra ele, pegaria uma outra faca, manteria a mão na mesma posição (mesmo sabendo que é errada), e passaria a cortar a cebola com duas facas! É claro que eu perderia as pontas de todos os dedos, mas, ninguém me diz o que fazer.

E, cada dia mais, eu tenho certeza de que Logan é como eu nesse aspecto. Daqui há alguns anos, teremos um excelente exercício de paciência. Eu e ele.

Bom, vai ser engraçado depois que eu o ensinar a jogar xadrez (“Logan... tem certeza que vai deixar o cavalo aí, nesta posição?”)


Escrito por Flavio F. Soarez às 21h29
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Cotidiano 30

O meu, o seu e o nosso

 

Há cerca de duas semanas Valéria me chamou no MSN para tratar de algum assunto que me foge à memória (provavelmente para saber a que horas eu chegaria atrasado em sua casa para pegar o Logan, ou alguma outra coisa próxima disso). No final da rápida conversa eu perguntei: “e o baixinho? Como está?”. A resposta não poderia ser mais engraçada.

Ela me disse que no dia anterior Logan havia roubado a mamadeira de iogurte de um outro garoto na escola, fugido das professoras e tomado tudo às escondidas (existe uma lenda que afirma existir uma foto comprovando o crime – assim que eu conseguir uma cópia, coloco neste blog). Sou obrigado a admitir: tive um ataque de riso. Eu realmente consegui visualizar a cena.

Logan espreitando a presa como um leão na savana, aguardando o momento certo para desferir o golpe fatal e fugir vitorioso com seu prêmio: uma mamadeira cheia de iogurte!

“Meu bebê trombadinha!”, pensei e escrevi enquanto ria.

Concordo que foi um comentário meio infeliz, mas um pouco de humor não faz mal a ninguém. Depois veio uma rápida conversa sobre Logan “já” ter três anos e sobre ele “ainda” ter três anos.

Enfim, isso não vem ao caso. O ponto que me chamou a atenção nisso tudo foi perceber como as crianças agem. O que eu quero dizer é que uma criança de três anos não possui uma noção exata de “meu”, “seu” ou “nosso”. Para eles tudo se resume a um simples “eu quero, eu pego”.

Muito simples.

É claro que com o tempo e com a orientação de “certo” e “errado” todos eles passam a não pensar dessa maneira e reconhecem as fronteiras não-marcadas do convívio social. Entendem o que significa “seu”, “meu” e “nosso”.

Mas eu me pergunto se, guardadas as devidas proporções (e que isso fique bem claro), às vezes não deveríamos agir mais como crianças de três anos. Talvez certos aspectos da vida não fossem tão complicados. Afinal de contas, sejamos sinceros, nós complicamos demais a vida!

Ah, sim! Antes que eu me esqueça: no dia seguinte ele tentou roubar o lanche de uma garota. Ganhou uma bela mordida na bochecha.

Eu quero, eu pego. Mas às vezes, o leão acaba levando uma mordida durante sua espreita na savana.


Escrito por Flavio F. Soarez às 21h28
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11/03/2008

Idéias, idéias, idéias!!!

Bom, o desenho abaixo faz parte de uma idéia que venho amadurecendo há mais ou menos 8 meses. Ainda não é uma versão definitiva, mas está perto o bastante do que considero ideal para trazer à público. Depois de mostrar esse desenho para alguns amigos desenhistas, me deram uma preciosa dica com relação à arte-final, então, nas próximas semanas, eu postarei amostras mais bem acabadas.
De qualquer forma, é uma idéia que vem ganhando corpo aos poucos e que finalmente está perto de ver a luz do dia.
Desculpem por fugir um pouco do foco central do blog, mas, de certa forma, acredito que o desenvolvimento desse projeto de tiras terá um papel importante no futuro.


Escrito por Flavio F. Soarez às 15h07
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30/01/2008

Dia dos Pais

Tradicional foto de Dia dos Pais

A correria foi tanta no ano passado que nem tive tempo de postar a foto feita para o Dia dos Pais. Foi uma imagem tirada às pressas pq eu estava em cima da hora para levá-la até a escola dele onde seria usada para finalizar a lembrança em comemoração à data. Apesar de todos os atropelos, acho que esta é, até o momento, a melhor foto em que apareço com ele. Divirtam-se.


Escrito por Flavio F. Soarez às 18h37
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20/01/2008

Cotidiano 29

Sobre Ortopedistas e Palmilhas

 

O último post foi sobre nossa animada ida ao ortopedista. Bem, acho que antes de qualquer outra coisa, preciso fechar este tópico (afinal de contas, Logan já está andando).

Como eu havia dito, tive que pagar uma consulta particular para que o baixinho tivesse um atendimento decente e considero, realmente, a possibilidade de trocar o nosso plano de saúde atual por um que seja melhorzinho e que tenha, pelo menos, a pediatra dele como filiada. Voltando ao ponto: Fomos à consulta e, rapaz, quanta diferença!

Um médico sério nos esperava. Examinou o baixinho com cuidado, sem pressa; viu-o andando, colocou-o em pé, examinou-lhe a coluna, a bacia e as plantas dos pés e deu seu veredicto: “Ele está ótimo, senhor Flavio”. Fiquei contente só pelo fato do doutor não ter tido uma crise de identidade e pensar que eu fosse seu pai e estivesse levando um bebê qualquer (ou seu irmãozinho mais novo) à consulta.

Ele disse apenas que Logan realmente tinha um problema com a maneira que apoiava os pés no chão. Uma palmilha ortopédica e um tênis de cano alto resolveriam o problema. Ele indicou a oficina pediátrica da AACD, mas como sou uma anta, achei melhor fazer numa oficinazinha pequena perto da casa da mãe do baixinho.

Minha sábia decisão custou três (ou quatro?) semanas de atraso no uso da palmilha que, por duas vezes, veio com o tamanho errado. Felizmente Deus protege as criancinhas de pais abestados e esse atraso não comprometeu o desenvolvimento dele.

Ele já anda com uma certa segurança, não gosta que fiquem lhe dando a mão (é um rapaz independente)e já está ensaiando suas primeiras corridas em volta da mesa da cozinha da casa do avô.

E também já está com sua cota de tombos atualizada. Mas isso não é algo que me preocupe. Na verdade, correr, cair e se ralar (pelo menos para mim), são sinônimos de criança saudável. Eu, pelo menos, quando era garoto, vivia machucado por causa de tombos em conseqüência de brincadeiras em casa, no quintal ou na rua. Então, se ele já está levando seus tombos, é porque já está fazendo arte e, se já está fazendo arte, é porque está com a saúde em dia.

Posso estar errado em achar isso. Mas estou velho demais pra pensar de outra maneira.


Escrito por Flavio F. Soarez às 10h31
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De volta!

De Volta aos Trabalhos

 

Quanto tempo, hein? Desculpem o sumiço. Embora A Vida com Logan continue às mil maravilhas, A Vida com Flavio teve muitos altos e baixos nos últimos meses, então, blogar tornou-se um luxo do qual tive que abrir mão. Mas, podemos soltar nossos rojões, abrir o vinho, erguer um brinde e gritar a plenos pulmões: AUICAAAAAAA!!!! (se você é novo demais para entender a piada, sinto muito). Estamos de volta aos negócios.

 

Como vocês podem ver na foto abaixo, eu e o bebê resolvemos tirar um cochilo por um tempo, mas, agora estamos de volta, despertos e com carga total. Apertem seus cintos, porque o passeio vai começar de novo!

 


Escrito por Flavio F. Soarez às 10h30
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24/07/2007

fotoatualização 06


Escrito por Flavio F. Soarez às 21h22
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Cotidiano 28

As Crônicas Médicas: a saleta, o jaleco e o paspalho.

- parte 2

 

Mas, que rufem os tambores! Logan está sendo examinado por um ortopedista formado, diplomado e juramentado! Uhúúúú!

“Então, pai? O que tem de errado com a criança?”

“Não sou seu pai, doutor”, pensei. Acabei respondendo algo como: “Bem, a fisioterapeuta e a pediatra dele acharam por bem passarmos em consulta com um ortopedista”.

“E por que ele faz fisioterapia?”

É. A consulta começou animada.

“Hã? Por causa da hipotonia?”, respondi com dúvida enquanto tentava me certificar de estar na sala correta.

“Ele tem uma trissomia bem leve, não?”

“Acho que sim.”

“Ele anda?”

“Ainda não. Mas há uma preocupação porque a pisada dele está meio torta.”
”Por que você diz isso, pai” – já falei que não sou o pai do médico? – “se ele não anda?”

“Por causa disso” e coloquei o baixinho de pé e o fiz dar alguns passos para o médico ver a abertura dos pés dele. Deixo claro que, na minha leiga concepção, andar é o ato de locomover-se, de pé, por sua própria conta e sem o auxílio de outras pessoas para manter, entre outras coisas, o equilíbrio.

“Certo. E por que ele faz fisioterapia?”

Respirei fundo e respondi o mais educadamente que consegui: “Primeiro, para aprender a rolar. Depois, para aprender a engatinhar e se proteger de quedas e, agora, pra aprender a andar”.

“Entendo. Bem, pai (qual o problema desse cara?), hoje em dia não se usam mais botas ortopédicas, exceto em casos de deformidade. A própria fisioterapia eu não entendo, mas como não sou o médico dele, vamos deixar como está. É só o senhor se despreocupar que ele vai andar direitinho. Agora ele está com quase 3 anos, né? Retorne aqui quando ele estiver com 4 para reavaliarmos.”

A cena em minha cabeça foi linda. Digna de um grande filme. Nela, eu delicadamente arrancava a cabeça do “médico”, fincava-a em uma lança e a colocava em frente a minha casa pra servir de exemplo para os demais “médicos”. Infelizmente, a lei não me permite fazer isso (é hora de revermos o Código Civil).

Claro que contei a história toda para a mãe dele. Ela consultou uma médica amiga que indicou um ortopedista de verdade (particular, é claro). Marcaremos a consulta para o quanto antes.

A mim resta apenas a impotência de pagar um plano de saúde (Dix/Amico, guarde bem esse nome), que contrata paspalhos que passam alguns anos na faculdade apenas para conseguirem o direito de servirem como cabides de jalecos e irem todos os dias ao trabalho em busca, única e exclusivamente, de um contra-cheque no final do mês. Dane-se a saúde dos conveniados.

“Ele faz fisioterapia por que?”
Escrito por Flavio F. Soarez às 21h21
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Cotidiano 27

As Crônicas Médicas: a saleta, o jaleco e o paspalho.

- parte 1

 

Hoje fui levar Logan até o ortopedista pela primeira vez, atendendo ao pedido de Márcia e dra. Flavia (respectivamente, fisioterapeuta e pediatra). Márcia achava por bem fazer uma consulta para verificarmos a necessidade dele de usar ou não botas ortopédicas para corrigir a pisada. Flávia, na última ida do baixinho ao consultório, também havia me pedido para passar numa consulta de rotina com ele pelo ortopedista.

Sem problemas. Ou quase...

Depois de uma certa dificuldade para agendar a consulta pelo site da Dix/Amico, consegui resolver tudo pelo telefone. É... não entendi muito bem o porquê do site oferecer o serviço de marcação de consultas se, no final das contas, acabei tendo que telefonar para agendar. Deve ser alguma engrenagem tecnológica e social complexa demais para meu limitado raciocínio.

Enfim, chega o dia e a hora. “Senhor, por favor procure chegar 15 minutos antes do horário marcado”. A instrução martelava na minha cabeça enquanto que Logan roncava no meu ombro. Cheguei ao prédio da Rede Focus (parte da Dix/Amico) 20 minutos antes da hora marcada para não haver nenhum problema. Peguei a senha e aguardei pacientemente, afinal eram apenas 20 números à minha frente na ordem de chamada.

Pois bem. Cerca de 25 minutos após nossa chegada, somos chamados à recepção. Explico que ele tem hora marcada para as 13h15 (apesar de já serem 13:30 e de estarmos lá desde 12h55). Muito atenciosa, a atendente me pede que aguarde o número ser chamado no mostrador pendurado no corredor que dá acesso aos consultórios.

Certo. Esperamos. Logan ainda bem sonolento – talvez por já saber que não vale a pena ficar acordado naquela recepção –, observa tudo sentado comportadinho em meu colo.

E observa.

E esperamos.

“Oi. Olha, eu não quero ser chato e juro que estou fazendo um grande esforço pra não surtar aqui dentro mas, acontece que, já são 14h10 e a consulta dele era às 13h15...”

“Puxa! Um momentinho só que vou estar verificando”. E, pode acreditar em mim, o gerúndio aplicado desta maneira, ao vivo, a cores, sem maquiagem e sem o telefone como filtro é muito, mas muito mais assustador que qualquer papo de telemarketing.

5 minutos depois, somos atendidos. “Ora... Até valeu a pena ser gentil e paciente”. É claro que enquanto pensava nisso, afastei todas as lembranças dos “15 minutos antes do horário marcado”.


Escrito por Flavio F. Soarez às 21h20
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