Cotidiano 10
Aniversário em Casa
É... este texto está praticamente um mês atrasado. Preciso aprender a administrar melhor o meu tempo.
Bem, vamos ao que interessa.

A mesa enfeitada para a festinha.
Como eu disse antes, sempre achei uma bobagem sem tamanho fazer festas de aniversário para crianças com menos de três anos. A criança nunca vai se lembrar do que aconteceu — e não adianta mostrar as fotos depois, quando ela estiver mais velha, porque a única coisa que você irá conseguir arrancar dela será uma inapelável “cara de paisagem” (© Fernando Lopes. Todos os direitos reservados).
Sendo assim, por quê, cargas d’água, fazemos festas de aniversário de um aninho?
Para a família.
A festa e as fotos são uma tentativa desesperada (sim, inconscientemente desesperada), de congelar no tempo aquele momento, aquela data, aquele ano que passou e que você sabe que não vai voltar mais. Daqui pra frente o bebê só vai crescer e, por mais que tentemos dizer que não, vai chegar o momento em que ele vai perder a sua “graça” de bebê e vai começar a se tornar um mocinho (espero que isso leve uns 20 anos), e então, a única coisa que vai nos restar são as fotos. E sempre vamos precisar de elementos que nos lembrem daquele dia, daquela data.
Para mim, a festa foi mais do que comemorar um ano de vida do Logan. Serviu para marcar aquele que, por diversos motivos foi, provavelmente, meu melhor ano e meu pior ano. Tudo o que consegui registrar ali, ao lado de pessoas queridas, serve para que eu não me esqueça disso. Mais do que o aniversário do meu filho, foi também o aniversário de um ano da maior mudança que minha vida poderia ter tido.
Muito obrigado, Logan. Feliz aniversário. Papai te ama.

Logan e a tia Flavia (minha irmã).
Hã? O que? Ah... você quer saber como foi a festa? OK.
Deu tudo certo, apesar da correria de última hora (por que nós, brasileiros, deixamos tudo pra última hora?). O molho para cachorro-quente que fiz até as duas horas da manhã da véspera ficou ótimo e depois foi reaproveitado por alguns dos convivas como molho da macarronada do dia seguinte. Meus gatos de estimação não deram nenhum vexame e nenhuma criança foi maltratada para a produção desta festa.

Tia Raquel, Shiro, a gata fantasma, Logan e a mamãe Valéria.

Logan no colo do vô Dódi (meu pai, Flávio).
Escrito por Flavio F. Soarez às 13h25
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