Cotidiano 25
A Vida Aquática com Logan Zissou

Nosso bravo explorador em seu início de jornada.
Tá bem, tá bem. “Aquática” não é bem o termo quando estamos falando de uma piscina bolinhas. Mas, é provável que, proporcionalmente falando, um programa sobre a vida marinha em uma piscina de bolinhas seja, para os bebês, tão atraente quanto um documentário de Jacques Cousteau é para alguns adultos.
De qualquer forma, o nosso pequeno explorador pôde exibir toda a sua habilidade e desenvoltura em um ambiente tão traiçoeiro ontem, durante o aniversário de sua coleguinha de escola, Marina. Ah, você acha que piscinas de bolinhas não são traiçoeiras? Entre em uma e, depois, tente sair com um mínimo de dignidade... Faça isso e depois conversaremos.

Um tchauzinho para as câmeras antes do próximo mergulho.
Não existem muitas variações possíveis para festas de crianças. O roteiro é mais ou menos o mesmo: buffet infantil, brinquedos, pais esbaforidos atrás dos filhos perguntando-se onde é possível manter os diabretes acorrentados por pelo menos cinco segundos, o dinossauro Barney sem cabeça tentando animar a garotada (eu poderia explicar, mas fica mais divertido se não falar nada). Enfim, uma festa infantil tradicional.
Neste tipo de situação a única coisa que passa pela cabeça dos pais é: “onde eu posso deixar ele brincando por um tempo? Onde? AHHHH! PISCINA DE BOLINHAS!!!” Bendito seja o inventor da piscina de bolinhas.
E lá foi Logan Zissou explorar a vida aquática da piscina de bolinhas. E como explorou, senhoras e senhores. A cada olhada atenta dos pais, mais mergulhado estava o baixinho.
“O Logan não veio?”, perguntou uma das mães presentes.
“Veio, sim.”, respondeu Valéria. “Ele está ali.”, completou apontando para dentro da piscina.
“Onde?”
“Ali. É a única bolinha com olhos, nariz e cabelos.”, esclareci. Sim. Era difícil separar Logan e bolinhas coloridas.
Mas isso não era obstáculo para o nosso pequeno explorador. Ele estava realizado em seu mundo multi-colorido e em constante mudança. O puxávamos para cima, de tempos em tempos, para que ele não desaparecesse por completo, mas, pela sua disposição, era bem capaz de estar lá até hoje, alucinando com a piscina de bolinhas.

Nosso astro exaurido depois de seu último mergulho.
É claro que houve outros brinquedos e outros atrativos na festa, mas nada foi tão divertido (ou pelo menos ele não demonstrou se divertir tanto), quanto sua aventura “aquática”.
Além do mais, bolinhas coloridas dão um baita visual nas fotos. Não é?

Acho que esta última vai parar na parede da sala de casa. :-))
Escrito por Flavio F. Soarez às 20h45
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